Este é o trsite relato de uma amiga, a Sharon:
Gente, tenho uma coisa pra contar pra vocês.
Imaginem só, fui no banheiro pra fazer xixi e a tampa do vaso sanitário estava abaixada, ao levantar me deparei com um cocosão.Fiquei chocada, como assim compartilhar cocô alheio? Cada um com o seu cocô não é verdade , por isso é que vamos ao banheiro um de cada vez, certo?
Como estava muito apertada ,fiz xixi e depois de aliviada dei a descarga, ainda indignada.
Tal foi minha surpresa, a privada se rebelou e aquele cocô alheio começou a vir ao meu encontro, minha gente. Que desespero, achei que seria atacada pelo exército da guarda real da bostolândia. Eu só disse pausadamente: AI- MEU – DEUS – NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO! A privada estava entupida e quando mais precisei dela ela só me dava água, água, cocô e mais água.
Eu só pensava: e agora? O que devo fazer? Socorro !!!!!!!!!!!!!!!!!
De repente, no ponto de transbordar e eu melar todo meu sapato novo, a água começou a descer voltando a sua total normalidade dentro daquela privada que agora parecia inofensiva.
Ufffaaaaaa, foi por pouco quase que fui inundada pela podridão do ser humano
Nunca suei tanto pra usar o banheiro.
terça-feira, 7 de julho de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
A Princesa e o Carteiro
Meu amigo Mike, o carteiro, tinha uma paixão recolhida.
Todos os dias às 7 horas da manhã, pegávamos o mesmo ônibus lotado para ir ao trabalho. A única alegria do Mike, o carteiro, era quando chegávamos no ponto de ônibus onde entrava Edna. Era uma garota que Mike, o carteiro, se apaixonara, mas nunca haviam trocado uma única palavra. Paixão platônica, sabe?
Ele ficava sem graça toda vez que ela entrava no ônibus e vinha em nossa direção. Mudava o rumo da conversa, se aprumava, enchia o peito e aguardava pelo menos um "bom dia". E esse "bom dia" finalmente chegou. Edna entrou no ônibus, pagou a passagem e veio na direção do Mike, o carteiro. Ela deu o tão esperado cumprimento e um pouco sem graça pediu pra ficar na janela onde Mike, o carteiro, estava de pé, próximo ao cobrador. Ele sem entender muito bem o que estava acontecendo, cedeu o lugar. Ela pálida e suando, disse sem cerimônia:
- Não estou bem, tive uma noite de rainha. Da cama pro "trono", do "trono" pra cama.
Mike, o carteiro, parecia não acreditar no que acabara de ouvir. Sua musa, sua Garota do Fantástico acabara de dizer pra ele "oi, bom dia, me caguei toda essa noite, tudo bem com você?". Aquilo foi quase o fim para uma paixão tão arrebatadora que Mike, o carteiro, sentia.
Mas ainda tinha mais por vir.
Ela se sentindo fraca e sem forças para se manter de pé, pediu para Mike, o carteiro, arrumar um lugar para ela se sentar. E ele conseguiu. Mesmo com protestos, ele pediu para uma senhora dar lugar para Edna. Mike, o carteiro, tentou ser o mais discreto possível, mas Edna não ajudava. Ela apertava a barriga e dizia que se não sentasse algo ruim sairia. E sairia tudo.
Eu via no rosto do Mike, o carteiro, que amor nenhum suportaria aquela cena. E, depois de conseguir sentar, Edna ainda apertava a barriga e fazia caretas. A bomba estava prestes a explodir. E que explosão seria aquela.
Edna levantou-se, deu sinal e pediu aos berros pro motorista parar o ônibus para ela descer. Era um misto de risadinhas tensas e sacanas dentro do ônibus. Antes de descer, Edna olha pra Mike e diz:
- Acho que não consegui segurar.
Todos os dias às 7 horas da manhã, pegávamos o mesmo ônibus lotado para ir ao trabalho. A única alegria do Mike, o carteiro, era quando chegávamos no ponto de ônibus onde entrava Edna. Era uma garota que Mike, o carteiro, se apaixonara, mas nunca haviam trocado uma única palavra. Paixão platônica, sabe?
Ele ficava sem graça toda vez que ela entrava no ônibus e vinha em nossa direção. Mudava o rumo da conversa, se aprumava, enchia o peito e aguardava pelo menos um "bom dia". E esse "bom dia" finalmente chegou. Edna entrou no ônibus, pagou a passagem e veio na direção do Mike, o carteiro. Ela deu o tão esperado cumprimento e um pouco sem graça pediu pra ficar na janela onde Mike, o carteiro, estava de pé, próximo ao cobrador. Ele sem entender muito bem o que estava acontecendo, cedeu o lugar. Ela pálida e suando, disse sem cerimônia:
- Não estou bem, tive uma noite de rainha. Da cama pro "trono", do "trono" pra cama.
Mike, o carteiro, parecia não acreditar no que acabara de ouvir. Sua musa, sua Garota do Fantástico acabara de dizer pra ele "oi, bom dia, me caguei toda essa noite, tudo bem com você?". Aquilo foi quase o fim para uma paixão tão arrebatadora que Mike, o carteiro, sentia.
Mas ainda tinha mais por vir.
Ela se sentindo fraca e sem forças para se manter de pé, pediu para Mike, o carteiro, arrumar um lugar para ela se sentar. E ele conseguiu. Mesmo com protestos, ele pediu para uma senhora dar lugar para Edna. Mike, o carteiro, tentou ser o mais discreto possível, mas Edna não ajudava. Ela apertava a barriga e dizia que se não sentasse algo ruim sairia. E sairia tudo.
Eu via no rosto do Mike, o carteiro, que amor nenhum suportaria aquela cena. E, depois de conseguir sentar, Edna ainda apertava a barriga e fazia caretas. A bomba estava prestes a explodir. E que explosão seria aquela.
Edna levantou-se, deu sinal e pediu aos berros pro motorista parar o ônibus para ela descer. Era um misto de risadinhas tensas e sacanas dentro do ônibus. Antes de descer, Edna olha pra Mike e diz:
- Acho que não consegui segurar.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Charlatanismo É Uma Arte
Era 1º de abril, dia da mentira, já era fim do dia e não tinha pegado ninguém com minhas "mentirinhas". Ao passar pela recepção tive uma conversa ao telefone interrompida pela secretária:
- Veja minhas fotos.
- Só um minuto Érika, estou ao telefone.
- Olha como eu era bonita quando criança.
- A-hã, verdade. Só um minuto que já vejo.
- Olha essa, olha como eu era linda.
- Tudo bem então, te ligo depois. Deixa eu ver essas fotos aí.
De repente olho pro calendário e vejo o dia 1º de abril em destaque. Minha mente já foi a mil, mas prometi pra mim mesmo que se não conseguisse pegar a secretária numa brincadeira, seria minha última tentativa.
- Nossa Érika, como você era bonitinha mesmo... Mas não é por nada não, mas acho que eu te conheci quando criança.
- Ah, para de brincadeira.
- Não. É sério, acho que estudei com você. Você não estudou ali na...
- Vila Madalena.
- Isso mesmo Érika, estudei lá. Naquele colégio que tinha nome de professor, lembra?
- Sim, no colégio Professor Ruy Almeida.
- Lá mesmo, agora sim to lembrado de você. Eu sentava no fundo da sala, lembra?
- Hummm... Não tenho certeza.
- Agora você vai lembrar, eu era da turma do Paulo (inventei essa porque toda classe tem um Paulo), lembra dele? Um moreninho...
- Ahhhh, agora sim. Esse Paulo foi um que virou padre?
- Não Érika, você está se confundindo. O que virou padre foi o Ricardo.
Quando eu pensei que já estava exagerando no meu charlatanismo, ela responde:
- É mesmo... foi o Ricardo não o Paulo.
Foi demais pra mim, comecei a me empolgar e inventar histórias e mais histórias. Até que o motoboy da empresa começou a rir tanto da secretária que ela desconfiou e me perguntou:
- Você não está mentindo pra mim, né?
- Érika, claro que não. Onde já se viu?
- É o que eu mereço. Fico dando liberdade pra motoboy. Vai embora daqui Cassiano, vai fazer as entregas que te mandei.
Nunca mais desmenti a história e às vezes ela me pergunta:
- Tem visto o Padre Ricardo? Manda um abraço meu pra ele...
- Veja minhas fotos.
- Só um minuto Érika, estou ao telefone.
- Olha como eu era bonita quando criança.
- A-hã, verdade. Só um minuto que já vejo.
- Olha essa, olha como eu era linda.
- Tudo bem então, te ligo depois. Deixa eu ver essas fotos aí.
De repente olho pro calendário e vejo o dia 1º de abril em destaque. Minha mente já foi a mil, mas prometi pra mim mesmo que se não conseguisse pegar a secretária numa brincadeira, seria minha última tentativa.
- Nossa Érika, como você era bonitinha mesmo... Mas não é por nada não, mas acho que eu te conheci quando criança.
- Ah, para de brincadeira.
- Não. É sério, acho que estudei com você. Você não estudou ali na...
- Vila Madalena.
- Isso mesmo Érika, estudei lá. Naquele colégio que tinha nome de professor, lembra?
- Sim, no colégio Professor Ruy Almeida.
- Lá mesmo, agora sim to lembrado de você. Eu sentava no fundo da sala, lembra?
- Hummm... Não tenho certeza.
- Agora você vai lembrar, eu era da turma do Paulo (inventei essa porque toda classe tem um Paulo), lembra dele? Um moreninho...
- Ahhhh, agora sim. Esse Paulo foi um que virou padre?
- Não Érika, você está se confundindo. O que virou padre foi o Ricardo.
Quando eu pensei que já estava exagerando no meu charlatanismo, ela responde:
- É mesmo... foi o Ricardo não o Paulo.
Foi demais pra mim, comecei a me empolgar e inventar histórias e mais histórias. Até que o motoboy da empresa começou a rir tanto da secretária que ela desconfiou e me perguntou:
- Você não está mentindo pra mim, né?
- Érika, claro que não. Onde já se viu?
- É o que eu mereço. Fico dando liberdade pra motoboy. Vai embora daqui Cassiano, vai fazer as entregas que te mandei.
Nunca mais desmenti a história e às vezes ela me pergunta:
- Tem visto o Padre Ricardo? Manda um abraço meu pra ele...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Ali Babá
Meu primo César tinha uma mania. Em toda porta que ele pretendia entrar, ele parava, olhava a porta de cima a baixo e dizia: “Abra-te César”. Quando ouvi aquilo a primeira vez, achei apenas engraçado, mas percebi que muita gente já estava irritada com isso.
Aos poucos comecei a ver que muitas pessoas tentavam explicar que se era pra fazer referência ao Ali Babá e os 40 Ladrões, que deveria ser: “Abra-te Sésamo”. Ele apenas olhava para a pessoa e abria um pequeno sorriso no canto da boca. Nada dizia.
Uma vez tive a impressão de tê-lo visto utilizando essa frase junto à porta da geladeira.
Outra vez, andando pelo centro da cidade, passamos em frente a um prédio abandonado, César parou, suspirou e com uma lágrima escorrendo pelo canto do olho sussurrou:
- Primo, é aqui! Eu sinto que é aqui.
- Aqui onde César? O que é aqui?
E ele me contou que quando criança, ouvindo a história do Ali Babá, ficava imaginando abrir uma porta com uma frase secreta, onde encontraria riquezas infinitas, mulheres e um mundo todo seu, mas que para isso deveria usar uma senha, uma frase só sua. Como o forte dele não era a criatividade, ele tentaria usar essa mesma: “Abra-te César”.
Eu imaginei que meu primo estava doido, mas mantive minha cara de conteúdo, como se estivesse entendendo e concordando com tudo o que ouvia. Fiz menção de ir embora, mas ele me disse pra ficar, pois ele tinha certeza de que era lá.
- Mas o que é aí?
Então ele andou até a frente da porta do prédio abandonado e disse:
- Abra-te César!
Eu não podia acreditar naquilo, pra mim já era demais, mas de repente, de dentro daquele prédio abandonado a porta se abre: Compadre Washington do É o Tchan, as Sheilas, Carla Perez e até a Débora Brasil, todos na porta fazendo sinal para César entrar. Ele virou pra mim, com os olhos já marejados:
- É aqui, achei! Achei!
E entrou, sem nem olhar para trás. Nunca contei pra ninguém o que aconteceu naquele dia. Tive até que prestar depoimento e até hoje sou suspeito pelo desaparecimento do meu primo, minha avó nem fala mais comigo...
Dias desses, César me ligou. No fundo dava pra ouvir risinhos femininos, pessoas brindando. Não consegui prestar muita atenção no que ele me disse, o Axé estava muito alto:
O califa tá de olho no decote dela
Tá de olho no biquinho do peitinho dela
Tá de olho na marquinha da calcinha dela
Tá de olho no balanço das cadeiras dela
Aos poucos comecei a ver que muitas pessoas tentavam explicar que se era pra fazer referência ao Ali Babá e os 40 Ladrões, que deveria ser: “Abra-te Sésamo”. Ele apenas olhava para a pessoa e abria um pequeno sorriso no canto da boca. Nada dizia.
Uma vez tive a impressão de tê-lo visto utilizando essa frase junto à porta da geladeira.
Outra vez, andando pelo centro da cidade, passamos em frente a um prédio abandonado, César parou, suspirou e com uma lágrima escorrendo pelo canto do olho sussurrou:
- Primo, é aqui! Eu sinto que é aqui.
- Aqui onde César? O que é aqui?
E ele me contou que quando criança, ouvindo a história do Ali Babá, ficava imaginando abrir uma porta com uma frase secreta, onde encontraria riquezas infinitas, mulheres e um mundo todo seu, mas que para isso deveria usar uma senha, uma frase só sua. Como o forte dele não era a criatividade, ele tentaria usar essa mesma: “Abra-te César”.
Eu imaginei que meu primo estava doido, mas mantive minha cara de conteúdo, como se estivesse entendendo e concordando com tudo o que ouvia. Fiz menção de ir embora, mas ele me disse pra ficar, pois ele tinha certeza de que era lá.
- Mas o que é aí?
Então ele andou até a frente da porta do prédio abandonado e disse:
- Abra-te César!
Eu não podia acreditar naquilo, pra mim já era demais, mas de repente, de dentro daquele prédio abandonado a porta se abre: Compadre Washington do É o Tchan, as Sheilas, Carla Perez e até a Débora Brasil, todos na porta fazendo sinal para César entrar. Ele virou pra mim, com os olhos já marejados:
- É aqui, achei! Achei!
E entrou, sem nem olhar para trás. Nunca contei pra ninguém o que aconteceu naquele dia. Tive até que prestar depoimento e até hoje sou suspeito pelo desaparecimento do meu primo, minha avó nem fala mais comigo...
Dias desses, César me ligou. No fundo dava pra ouvir risinhos femininos, pessoas brindando. Não consegui prestar muita atenção no que ele me disse, o Axé estava muito alto:
O califa tá de olho no decote dela
Tá de olho no biquinho do peitinho dela
Tá de olho na marquinha da calcinha dela
Tá de olho no balanço das cadeiras dela
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Que Velhinha
Sempre fui ligado em assuntos de caridade. Na verdade, não muito, mas me interesso. Tá bom vai, nunca vou ser lembrado por este adjetivo, mas gosto de quem é caridoso, tá melhor assim?
Dias desses um amigo me convidou para visitar uma senhora idosa, doente e que nunca recebia visitas da família. Vivia apenas com seus gatinhos. Não gosto de gatos! Mas devido a insistência do meu amigo, aos apelos de que a senhora ficaria muito feliz com nossa visita, topei fazer a tal visita.
A casa nao era a mais feia da rua. Até que era ajeitadinha, um bonito jardim, com duas ou três pequenas árvores e umas roseiras mal podadas.
Quando entramos é que veio a surpresa, má surpresa, péssima surpresa. A senhora possuía uns vinte ou trinta gatos. Amarelos, cinzas, pretos, grandes, pequenos... Já disse que não gosto de gatos? Pois bem, mas os gatos gostam de mim... tenho pelos de gato até hoje saindo da minha orelha, eca!
Dona Rosa, a senhora dona dos gatos ficou muito feliz com nossa visita, nos contou histórias de sua juventude, e, disse que vive com gatos desde que havia se tornado viúva, há uns doze anos, aproximadamente. Ela sabia o nome (e sobrenome) de todos, chamava um a um para dar biscoito e fazer um afago nos bichanos:
"Este aqui adora cócegas na barriga", dizia ela brincando com um gato marrom em seu colo. "Este outro aqui, vem cá Bilu, é um encrenqueiro, briga com todos."
Ela beijava cada gato. Cada um deles.
Depois de dez minutos afagando gatinhos ela nos ofereceu um café. Pânico! A casa estava suja, muito suja, tinha gatos por todos os lados, os pelos voavam pela casa toda. Ai que saudades da minha camiseta preta de banda de rock, nunca mais foi a mesma. Meu amigo disse que não era necessário, eu também disse que não queria, estava calor para um café. Na verdade, estávamos com nojo, eca!
Mas dona Rosa disse que não aceitava um "não!" como resposta, que o café que havia feito estava delicioso, que até o briguento Bilu tinha gostado. Ela levantou-se e foi até a cozinha dizendo que não iria demorar pra voltar. Pânico!
Ela voltou rapidamente. O café não podia ter sido feito naquele momento. Eca! Não estava saindo fumacinha da xícara. Realmente o café não acabara de ser feito. Pânico, eca!
Bondosamente a bandeja foi posta em minha frente, escolhi a xícara mais vazia. Era visível a sujeira na xícara, a borda, a asa, tudo estava sujo. Girei a xícara a procura de um local menos sujo pra poder tomar um golinho, mínimo que fosse. Girei, girei, procurei e finalmente achei um pedacinho limpo na borda, perto da asa. Levei a boca e bebi. E então ouvi aquela voz bondosa dizendo:
"Que coincidência, eu também só bebo nesse catinho".
Dias desses um amigo me convidou para visitar uma senhora idosa, doente e que nunca recebia visitas da família. Vivia apenas com seus gatinhos. Não gosto de gatos! Mas devido a insistência do meu amigo, aos apelos de que a senhora ficaria muito feliz com nossa visita, topei fazer a tal visita.
A casa nao era a mais feia da rua. Até que era ajeitadinha, um bonito jardim, com duas ou três pequenas árvores e umas roseiras mal podadas.
Quando entramos é que veio a surpresa, má surpresa, péssima surpresa. A senhora possuía uns vinte ou trinta gatos. Amarelos, cinzas, pretos, grandes, pequenos... Já disse que não gosto de gatos? Pois bem, mas os gatos gostam de mim... tenho pelos de gato até hoje saindo da minha orelha, eca!
Dona Rosa, a senhora dona dos gatos ficou muito feliz com nossa visita, nos contou histórias de sua juventude, e, disse que vive com gatos desde que havia se tornado viúva, há uns doze anos, aproximadamente. Ela sabia o nome (e sobrenome) de todos, chamava um a um para dar biscoito e fazer um afago nos bichanos:
"Este aqui adora cócegas na barriga", dizia ela brincando com um gato marrom em seu colo. "Este outro aqui, vem cá Bilu, é um encrenqueiro, briga com todos."
Ela beijava cada gato. Cada um deles.
Depois de dez minutos afagando gatinhos ela nos ofereceu um café. Pânico! A casa estava suja, muito suja, tinha gatos por todos os lados, os pelos voavam pela casa toda. Ai que saudades da minha camiseta preta de banda de rock, nunca mais foi a mesma. Meu amigo disse que não era necessário, eu também disse que não queria, estava calor para um café. Na verdade, estávamos com nojo, eca!
Mas dona Rosa disse que não aceitava um "não!" como resposta, que o café que havia feito estava delicioso, que até o briguento Bilu tinha gostado. Ela levantou-se e foi até a cozinha dizendo que não iria demorar pra voltar. Pânico!
Ela voltou rapidamente. O café não podia ter sido feito naquele momento. Eca! Não estava saindo fumacinha da xícara. Realmente o café não acabara de ser feito. Pânico, eca!
Bondosamente a bandeja foi posta em minha frente, escolhi a xícara mais vazia. Era visível a sujeira na xícara, a borda, a asa, tudo estava sujo. Girei a xícara a procura de um local menos sujo pra poder tomar um golinho, mínimo que fosse. Girei, girei, procurei e finalmente achei um pedacinho limpo na borda, perto da asa. Levei a boca e bebi. E então ouvi aquela voz bondosa dizendo:
"Que coincidência, eu também só bebo nesse catinho".
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A Melhor e Menor Redação Do Século
Redação: "O Mano"
Quando eu tiver um mano, vai se chamar Herrar, porque Herrar é o mano.
Fim.
Quando eu tiver um mano, vai se chamar Herrar, porque Herrar é o mano.
Fim.
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